Anarquistas graças a Deus

por bonita detox

Quando você se entope de Doritos e Coca-Cola, raspa uma panela de brigadeiro e faz disso um hábito, existe uma grande possibilidade de você estar sendo relapsa com você mesma em tantas outras áreas da sua vida. O “foda-se o mundo que eu quero mais é curtir o momento” não é exatamente a melhor expressão do amor próprio. E não pense que é fácil. Não é não. Ter amor próprio sempre dá mais trabalho que folga, aparentemente. Mas o que me move é uma força irredutível, um desejo por felicidade instalada nos nervos e não essa que a gente compra fácil nas esquinas do oba-oba. E eu chego lá. Sou indominável, indomada, insubmissa, quando se trata do caminho que traço para mim, com giz rosa no chão que eu escolho. A determinação de acordar cedo e beber própolis com água como se fosse suco é um tapa na cara do desleixo. É dedicar a si uma força animal, é alimentar essa força. Nutrir as células, cuidar de sua máquina de planos, para ela estar sempre funcionando em toda sua capacidade. Somos o que comemos, somos o que fazemos com a gente, somos 100% responsáveis por tudo o que nos acontece, mesmo as coisas mais alheias à nossa vontade. Somos o que queremos ser. Já dizia o treinador das celebridades: “cuide do corpo e estará cuidando da alma, cuide da alma e estará cuidando do corpo”. Acredito, sigo, respeito. Brilho nos olhos ainda não se vende em cápsulas. Friozinho na barriga, o autêntico, só é fabricado quando você não deixou o tempo, os outros, o Doritos, a apatia e o cansaço roubarem seu joie de vivre. Moçada, o pão com manteiga e o bolo da vovó não são o problema, o problema é quando você tem saudades de você. Aí a inspiração de comer alho com couve faz algum sentido. É preciso radicalizar e anarquizar, ser feliz é uma coisa que a gente agarra com os dentes. Manda o que não te faz bem para fora. Fora de você, fora do seu campo de visão, fora do seu coração. Perdoa o açúcar, ele não sabe o mal que te faz. Idem com as pessoas, perdoa e dá um adeus. Vai valer a pena. O caso de amor com a gente é o mais lindo e o mais complicado. Amar o próximo é fichinha, o desafio é você amar a si mesma igual. Bom dia, espelho! =)

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