Corram, Lola, Anita, Cynthia, Karen, Carol, Paulinha, Kity, Marcela, Cássia, Paola, Le, Ju, Vivi, Fer, Chel, Ane, Mari, Re, corram!

por bonita detox

Eu tenho um livro amarelado que já foi bastante comigo à praia e vivia jogado na mochila. É um livro terapêutico, de verdade. Muito do que sou encontra colo e alento nas palavras da autora, a Clarissa Pinkola Estés. “Mulheres que Correm com os Lobos”, fala do arquétipo da mulher selvagem e da sua sensação constante de inadequação em uma sociedade que exige cada vez mais que a gente seja emocionalmente coerente, amiga sem defeitos, esposa dura como um soldado, funcionária que não ri, namorada que dissimula. As pessoas ficam nuas e se contentam em ver o corpo. Eu sempre adorei cicatrizes, medos, defeitos, narizes tortos, excesso de peso, e no coralzinho das amigas dizendo que eu tinha mau gosto, eu fazia meu solo a la musicais da Broadway: “Eu gosto de sentir a alma, curar feridas, assim como quero que as minhas sejam respeitadas e cuidadas.”

“A mulher selvagem representa as idéias, sentimentos, impulsos e recordações. Ela ficou perdida e esquecida por muito, muito tempo. Ela é a fonte, a luz, a noite, a treva e o amanhecer. Ela é o cheiro da lama boa e a perna traseira da raposa. Os pássaros que nos contam segredos pertencem a ela. Ela é a voz que diz, “Por aqui, por aqui”.
Ela é quem se enfurece diante da injustiça. Ela é a que gira como uma roda enorme. É a criadora dos ciclos. É à procura dela que saímos de casa. É à procura dela que voltamos para casa. Ela é a raiz estrumada de todas as mulheres. Ela é tudo que nos mantém vivas quando achamos que chegamos ao fim. Ela é a geradora de acordos e idéias pequenas e incipientes. Ela é a mente que nos concebe; nós somos os seus Pensamentos.” (Clarissa P.E.)

Uma das partes que eu mais gosto do livro é a que fala do encontro dessa mulher que não vendeu a alma, com o homem que também sabe encarar essa força para viver um amor visceral, sem hipocrisias. Não existe acordo, ou então você acaba apagando a sua luz. Meu desejo é que cada um encontre seu par e que, principalmante, nós, os Highlanders, os Vampiros, os True Blood ou o que quer que sejamos, NUNCA nos deixemos ser domesticados. Porque isso seria amar menos.

“O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza instintiva ir espiar por baixo da cabana da alma de uma mulher e compreender o que vir e ouvir por lá. O homem para ela é aquele que insiste em voltar para tentar entender, é o que não se deixa dissuadir. Portanto, a tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância luminosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.” (Clarissa P.E.)

Um beijo garotas! Coragem. Quem é forte não faz força, como diz minha Maestra de ballet e de vida. =)

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