Born to be wild desde criancinha

por bonita detox

Que mané politicamente correto? Concordo com a amiga ranzinza que sustentabilidade e orgânico estão overrated. Só que quem escreve aqui não está seguindo modinha. Fazer detox agora é que nem estudar kabbalah para algumas pessoas. Dois assuntos superinteressantes que se transformam na nova pulseira colorida da 25 de março, banalizadas até a vigésima geração. Você querer colocar coisas puras dentro do seu sistema digestivo e querer conhecer melhor o funcionamento dele, é que tem que ser a razão de tudo. Acordar e se sentir mais forte para vestir as botas e caminhar vibrante pelas ruas, sentir que unhas não quebram tão fácil, que cabelos não caem tanto, que os olhos estão mais limpos. Uma lista de motivos que querem dizer uma só coisa: cuido bem de mim, me basto, sou foda, me adoro. Descasco minha própria abóbora, planto meus temperos, colho minhas frutas, caço meu búfalo… Oi? Desculpa, me empolguei. 😛 Mas no fundo é isso, vamos parar com essa cultura de abacaxi com raspas de limão de sobremesa, vai? É tudo tão feito em série, tão pasteurizado, a gente não pensa mais, vai fazendo, vai engolindo coisas prontas da Sadia, vai achando que viver mais ou menos é normal e daí para o Lexotan®, é um passo de japonês. Já reparou em nossas formas? Então, não cabem num quadrado, nunca vão caber e tenho raiva de quem cabe. Be yourself, mas não pensa que estou falando para você relaxar, senão fica de castigo e vai tirar umas férias lá na praia de Dove, hein? (hahahahaha, não resisto a essa piadinha de cunho próprio).

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