Bleh!

por bonita detox

Hoje ouvi uma menina falando que a Deborah Secco é piriguete e que nas entrevistas se faz de tímida. Isso acabou com meu humor por longos 10 minutos. Falei, com toda a delicadeza que me acomete nessas horas, que a Deborah pode ser o que quiser, que todo mundo pode e que, se ela fosse menos chata, poderia desempenhar alguns outros papéis também, mesmo sem ser atriz. Não, não falei tudo isso, mas quis dizer. Acho que o mundo seria um lugar melhor se a esquizofrenia e o histrionismo fossem encarados com um pouco mais de naturalidade. Se a coerência não fosse considerada a irmã gêmea do caráter. Que tal falar uma coisa hoje e mudar de idéia amanhã e tudo bem? Que tal não tentar aprisionar seu objeto de amor em um modelo irrepreensível de comportamento? Que tal aceitar um pouco a idéia romântica e submissa de simplesmente acolher as pessoas como elas são? Obviamente não dá para amar todo mundo, mas vamos fazer uma forcinha para ver beleza onde não tem, de ver boa intenção por trás de uma bela sacanagem, de ver decência nos indecentes. Porque com certeza, elas estarão lá, escondidas e inseguras, mas estarão lá.

 

Anúncios